sexta-feira, 29 de maio de 2009

A revolução darwiniana

Pode dizer-se que, em vários aspectos, a revolução darwiniana continuou a revolução galilaica: ambas parecem ter diminuído perigosamente o irredutível estatuto ontológico do ser humano, o de constituir a espécie mais excelente do universo, para a qual ele foi criado por Deus. Galileu deixou intacta a parte desse estatuto que tem a ver com a estrutura dualista corpo-alma: os seres humanos são a única espécie constituída por um corpo e uma alma espiritual e imortal que lhes assegura a imortalidade. Descartes, um fervoroso apoiante de Galileu, nem por um momento duvidou da existência de uma alma espiritual. Com Darwin, também este aspecto parece ser posto em causa irremediavelmente.

Ao afirmar que os seres humanos, tal como os demais seres vivos, apareceram na terra por um processo evolutivo não planeado, Darwin pôs em causa algumas verdades até então consideradas inabaláveis, tendo provocado mudanças filosóficas, religiosas e culturais profundas.

Muitas das reacções às ideias de Darwin foram violentas, e ainda hoje os adeptos do criacionismo se recusam a interpretar metaforicamente o Livro do Génesis, particularmente os seus primeiros três capítulos que se referem à criação do mundo e da vida. Tanto as Igrejas Cristãs, como muitos dos não crentes adeptos da teoria da evolução, tiveram sérias dificuldades em compreender de que forma o evolucionismo biológico se pode harmonizar com o cristianismo. Teilhard de Chardin e Karl Rahner foram alguns dos teólogos católicos que mais cedo se aperceberam de que esta harmonia existe realmente. Sobre esta questão, intervirá no congresso o teólogo norte-americano John Haught, da Universidade de Georgetown.

Continua aberta a possibilidade de participação dos congressistas em sessões paralelas, através de breves apresentações das suas reflexões sobre qualquer dos temas do congresso. Informações mais pormenorizadas encontram-se no site www.congressos.facfil.eu

segunda-feira, 11 de maio de 2009

áreas temáticas

INTERNATIONAL CONGRESS

DARWIN’S IMPACT ON SCIENCE, SOCIETY AND CULTURE
A 21st CENTURY REASSESSMENT

200th anniversary of Darwin’s birth
150th anniversary of the publication of Origin of Species

10-12 September 2009
Abstract and poster deadline: May 25, 2009

CATHOLIC UNIVERSITY OF PORTUGAL
Faculty of Philosophy
Braga – Portugal

The Centre of Philosophical and Humanistic Studies of the Faculty of Philosophy of Braga (Portugal) is organizing an International Congress to celebrate two remarkable anniversaries: the birth of Charles Darwin and the publication of his major work, Origin of Species by Means of Natural Selection.

Needless to say, the world changed dramatically after Darwin, and we are still coming to terms with the Darwinian revolution, as well as its impact on virtually every domain of human culture. We will reassess this impact especially on science (Biology, genetics, Artificial Life, Psychology and Linguistics), philosophy (Anthropology, Ethics, Epistemology, Aesthetics), and religion (Christianity, Islam, Budhism, Hinduism and other religious faiths). The reception of Darwinism in the different countries and cultures will also be a major issue that is to be addressed in the Congress.


MAIN AREAS


MAIN AREAS

DARWINISM

1.1- Darwin and Evolution
1.2- Origins of Life
1.3- Origins of Species
1.4- Natural Selection
1.5- The Survival of the Fittest
1.6- The Reception of Darwinism
1.7- Neo-Darwinism

2. DARWIN’S IMPACT ON SCIENCE

2.1- Biology
2.2- Psychology
2.3- Genetics
2.4- Linguistics
2.5- Sociology
2.6- Artificial Life

3. DARWIN’S IMPACT ON PHILOSOPHY

3.1- Ethics
3.2- Anthropology
3.3- Epistemology
3.4- Philosophy of Science
3.5- Aesthetics

4. DARWIN’S IMPACT ON ARTS AND HUMANITIES

4.1. Literature
4.2- Art
4.3- Cinema

3. DARWIN’S IMPACT ON RELIGION

4.1- The Evangelical Response
4.2- The Catholic Response
4.3- The Islamic Response
4.4- The Buddhist Response
4.5- The Hindu Response
4.6- Creationism
4.7- Intelligent Design
4.8- On the (in)compatibility of biological evolutionism and religion